Com organização da Locaweb, nos dias 13 e 14 de outubro acontecerá no Centro de Convenções Anhembi em São Paulo o Rails Summit 2009.
O evento trás grandes nomes nacionais e internacionais como Obie Fernandes, Fábio Akita, Chad Fowler, Carlos Brando, David Chelimsky, Fábio Kung, entre outros.
Com o grande crescimento do framework Ruby on Rails no Brasil a conferência da comunidade este ano deve superar o evento do ano passado que foi o maior da América Latina. Mais informações sobre inscrições, palestrantes e mapa do local podem ser encontrados em Rails Summit 2009
Com a presença de mais de 8 mil pessoas, e grandes nomes como Richard Stallman, fundador do Movimento Software Livre, Jon “Maddog” Hall Presidente fundador da Linux Internacional, Peter Sunde um dos fundadores do The Pirate Bay, Chris diBona responsável pelo Software Livre no Google, Chris Hofmann diretor de engenharia e projetos especiais da Mozilla Foundation, Nick Nguyen responsável pelos Add-ons Mozilla, entre outros, o FISL 10 foi um grande sucesso, contando até com a presença de nosso Presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Em resumo, com palestras de diversos níveis técnicos e didáticos, das quais tive a oportunidade de acompanhar, destaco as seguintes:
- Fábio Akita – Características e recursos do Ruby on Rails para incrementar o Blog em 15 minutos de DHH; (slide, código)
- Lucas Húngaro – TDD e Rails: Mais rápido, mais forte e melhor; (pdf)
- Bernardo Heynemann e Gabriel Falcão – Testes de aceitação como Pyccuracy;
- Leonardo Rochael - IPython para principiantes;
- Fábio Berbert de Paula – Como ingressar no mercado usando software livre;
- Camila Dias – MySQL (resumo da palestra, slide)
- Marco Gomes – Construindo uma empresa de serviços WEB baseada em software livre e colaboração;
- Guilherme Chapiewski – Uso do software livre e introdução à metodologias ágeis (slide)
- Nelson Lago – Empreender com software livre.
A grande lição que transmito com esta jornada, vai além dos conceitos técnicos, a vivência e adquirição de conhecimento trazidos das palavras comunidade, comunicação e colaboração, mostram que o ponto principal a ser focado é a cultura, então seja no desenvolvimento de software, seja na aplicação de metodologias ágeis ou na vida em geral, compartilhe o conhecimento, exponha suas idéias, seus códigos, pois a humanidade não só ganha com isso, mas ela evolui. Então, eis algumas dicas:
Não importa o seu nível de conhecimento – sempre existirá o experiente, o intermediário, o iniciante e o curioso, então compartilhe o que você sabe, crie um blog, participe de fóruns, contribua com algum projeto de código aberto (open source), nem que seja para informar que uma tradução não está correta, que faltou um ponto ou uma acentuação, pois desta maneira você contribuirá para que um curioso se torne um iniciante, um iniciante se torne um intermediário e assim por diante;
Documente suas dificuldades – quando sentir alguma dificuldade na resolução de um problema, na melhorar maneira de aplicar um padrão de projeto, documente como você resolveu e publique seus passos, pois esses passos poderão contribuir para que outros alcancem o mesmo resultado de forma mais rápida;
A melhor forma de aprender é ensinar – seja voluntário, ao explorar uma nova ferramenta, tecnologia, conceito, compartilhe com seus colegas, passe a informação adiante, faça uma apresentação, monte um grupo de estudos. Com certeza o maior beneficiado com isto é aquele que compartilha, pois enraíza o conhecimento;
E por fim comunique-se – e-mail, twitter e afins, são excelentes ferramentas, mas eu falo de comunicação olhos nos olhos, pergunte o nome do colega ao seu lado, do vizinho à sua frente, sim, aquele que talvez trabalha a anos no mesmo ambiente que o seu, mas você sequer conhece o timbre de voz dele. Descubra com qual tecnologia ele trabalha e se existem formas de ambos se ajudarem, de contribuírem para algo melhor. A comunicação é o elo entre comunidade e colaboração, e ela pode resolver problemas numa velocidade muito maior que qualquer e e-mail, sms, mensagem, etc.
Atualizado em: 19/03/2010
Para desenvolver com Ruby on Rails em Linux uma boa alternativa para editores de texto é o Gedit com alguns plugins. Longe de ficar igual ao TextMate, mas digamos que assim dá um “gostinho a mais” para escrever alguns códigos, logicamente o intuito aqui não é mudar a “cara” do Gedit somente, mas sim utilizar algumas ferramentas para tornar mais ágil o desenvolvimento, como atalhos, auto-completar de textos, busca rápida de arquivos dentro do projeto, etc. Existem vários desenvolvedores que estão contribuindo para melhorar o Gedit, então dei uma vasculhada e montei uma configuração interessante para quem está iniciando com Ruby on Rails em Linux.
Estou usando a versão 2.24.2 do Gedit no Ubuntu 8.10 com o tema Mac Graffite.

Plugins instalados por padrão
Vamos começar atualizando os plugins que já estão instalados por padrão.
sudo apt-get install gedit-plugins
- Bracket Completion (fecha colchetes, aspas, parênteses, etc)
- Code comment (cria atalho para incluir comentários)
- Embedded Terminal (abra uma janel com o Terminal dentro do Gedit)
- File Browser Pane (Exibe um painel com arquivos e pastas)
- Indent Lines (indentação automática)
- Modelines
- Session Saver (grava sessões para armazernar os últimos arquivos)
- Snippets (atalhos para utilizar pedaços de códigos pré-definidos)
Plugins extras
Como grande parte dos plugins foram desenvolvidos em Python é necessário a instalação de algumas bibliotecas.
sudo apt-get install python-webkit sudo apt-get install python-pyinotify
Na pasta pessoal /home/seu_nome (digite cd + enter no terminal para isso) clone o projeto Gmate do Alexandre da Silva.
git clone git://github.com/lexrupy/gmate.git
Entre na pasta criada e digite o comando de instalação:
cd gmate sh install.sh
- Classbrowser (Painel com as classes)
- Gemini (semelhante ao Bracket Completion)
- Quickhighligthmode (visualização em cores para extensões Rails)
- Rails Extract Partial (extrai pedaços de código para classes parciais)
- Rails Hotkeys
- Smart Indent (indentação automática)
- Text Tools (buscar textos no projeto)
- TODO List (lista de tarefas customizadas
- Trailsave ou Save without trailinig space (retira os espaços em branco)
- Word Completion (completa a palavra a ser digitada)
* Existem mais, consulte a página do projeto Gmate caso queira testar os outros.
Fontes
As mais usadas que vem por padrão são:
- Bitstream Vera Sans Mono
- DejaVu Sans Mono
Esta pode ser instalada via apt-get
- Liberation Mono
sudo apt-get install ttf-liberation
Porém com alguns macetes dá instalar a fonte Monaco quase idêntica a fonte utilizada no TextMate:
Baixe a fonte Monaco para pasta home/nome_usuario
Crie uma nova pasta e mova a fonte para ela:
cd /usr/share/fonts/truetype sudo mkdir ttf-monaco cd sudo mv Monaco_Linux.ttf /usr/share/fonts/truetype/ttf-monaco
Depois vá para o Gedit em >Edit>Preferences>Font & Colors e escolha fonte.
Temas para código
A maioria dos temas para TextMate foram convertidos para Gedit no mesmo projeto do Gmate, então basta acessar no Gedit >Edit>Preferences>Font & Colors> Color Scheme e escolher, eu particulamente estou utlizando a “RailsCasts” nas imagens deste post.
Demais configurações
No Gedit >Edit>Preferences>View>
Tab Stops/Tab width = 2
Automatic indentation/Enable =true
Referências:
Gedit TODO List
Editores de texto Gedit e Emacs
Gedit Formatter
Gedit Extract Partial Plugin
Packages Debian
Git Branch no Gedit
New version of Monaco Font





