No dia-a-dia utilizar recursos das ferramentas certas ajudam a agilizar nosso trabalho, tratando-se de controle de versões o Git tem diversos truques interessantes. Vou resumir de forma rápida alguns comandos que utilizo diariamente, a idéia é concentrar aqui novas dicas que forem aparecendo, então sugestões são bem vindas.
INSTAWEB
Um dos comandos mais úteis e interessantes que tenho utilizado ultimamente para fazer revisão de código ou para ter um histórico do projeto é o “instaweb” que inicia um servidor local onde podemos navegar (http://127.0.0.1:1234/?p=.git;a=shortlog) pelos commits e verificar as diferenças do repositório de uma forma bem simples e clara. É importante lembrar que ao subir o serviço o terminal fica liberado sendo necessário parar o servidor após utilizar senão o processo continuará “rodando”.
git instaweb --httpd webrick git instaweb --httpd webrick --stop
STASH
O comando “stash” é útil quando estamos trabalhando em algum código que ainda não está concluído e precisamos atualizar o projeto com as últmas atualizações, então colocamos nossas alterações em área isolada com git stash, atualizamos o projeto e aplicamos novamente nossas alterações com git stash apply. Exemplo:
git stash git stash apply
AMEND
O comando “amend” é utilizado para corrirgir ou re-editar a mensagem do último commit desde que ele não tenha sido enviado para o repositório. Exemplo:
git commit -m "Alguma mensagem errada" git commit --amend -m "Correção da mensagem"
GREP
Com “grep” encontramos palavras dentro dos arquivos do projeto, combinado com -n é possível saber em qual linha a palavra ou o conjunto delas foi encontrado.
git grep -n "palavra ou frase procurada"
RESET
Reset pode ser utilizado basicamente para duas situações, uma delas é desfazer um commit mantendo as alterações realizadas no código com “–soft” e para desfazer um commit completamente incluindo as alterações com “–hard”. Exemplo:
git reset --soft HEAD~1 git reset --hard HEAD~1
LOG
Temos diversas formas para verificar os logs de commits do projeto, abaixo alguns tipos de formatações para exibí-los. O último “shortlog” mostra a quantidade de commits do projeto.
git log --pretty=oneline --graph --all git log --pretty=oneline --abbrev-commit git whatchanged -n 1 git shortlog -s -n
Para complementar, uma dica para mostrar o branch atual no terminal. No arquivo ~/.bashrc no Ubuntu ou ~/.bash_profile no MacOS inclua as linhas abaixo, feche o terminal e abra novamente para que as alterações sejam aplicadas.
export PS1="\[\033[38m\]\u\[\033[32m\] \w \[\033[31m\]\`ruby -e
\"print (%x{git branch 2> /dev/null}.grep(/^\*/).first ||
'').gsub(/^\* (.+)$/, '(\1) ')\"\`\[\033[37m\]$\[\033[00m\] "
O terminal ficará assim:
user ~/projects/blog (master) $
Referências:
http://gitready.com/
http://book.git-scm.com/
http://learn.github.com/p/intro.html
http://book.git-scm.com/4_tracking_branches.html
http://cheat.errtheblog.com/s/git
http://book.git-scm.com/4_ignoring_files.html
Vou descrever aqui o caminho mais curto para colocar seu projeto em um repositório remoto usando o Github.
Crie uma conta no Github.
Adicionei sua chave SSH (Linux) copiando o resultado do comando abaixo no campo “SSH Public Key”. Veja aqui como configurar em outros sistemas.
cat ~/.ssh/id_dsa.pub
Se ainda não tem a chave, crie e proceda como no item anterior.
cd ~/.ssh ssh-keygen -t rsa -C "seu_email@email.com" (enter) (enter)
Crie um repositório em Your Repositories que chamaremos de “primeiro_projeto”
Na máquina local, crie uma pasta chamada primeiro_projeto, inicie um projeto com o Git e crie um arquivo qualquer para teste:
mkdir primeiro_projeto cd primeiro_projeto git init-db touch arquivo_qualquer.txt git add . git commit -a -m "Primeiro registro de alterações."
Vincule o projeto ao repositório no Github digitando:
git remote add origin git@github.com:sua_conta_no_github/primeiro_projeto.git
Envie os arquivos da sua máquina para o repositório:
git push origin master
Confira se o seu repositório foi atualilzado acessando http://github.com/sua_conta_no_github/primeiro_projeto
Referências:
- help.github.
Assuntos relacionados:
- Como usar o Git no Windows
- Criando branches no Git
- Criando atalhos no Git
Atualizado em 29/09/2009

Depois de algum tempo usando o Git sentimos a necessidade de automatizar algumas tarefas repetitivas, então a partir do momento temos consciência do que estamos fazendo, podemos criar alguns atalhos de comandos para agilizar o trabalho. Os exemplos abaixo funcionam tanto para quem usa Linux como para Windows.
Dentro do seu branch de trabalho utilize o comando:
git config alias.st status
Caso o comando tenha mais que uma palavra coloque entre aspas.
git config alias.lg "log --name-only"
A estrutura acima é a seguinte:
git config – Comando modificador, onde podemos informar também – -system (para todo sistema) ou – -global (para o usuário atual);
alias – Chave do bloco que será alterado;
.st e .lg- Nome do seu atalho;
status e log –name-only- O comando git para onde seu atalho irá apontar.
Então ao digitar “git st” obteremos o resultado abaixo:
$ git st # On branch working # Untracked files: # (use "git add ..." to include in what will be committed) # # README nothing added to commit but untracked files present (use "git add" to track)
Para ficar mais rápido, podemos alterar os arquivos de configuração acrescentando os atalhos diretamente ao bloco [alias].
No Windows os arquivos podem ser encontrados nestes caminhos:
1 - C:\Pasta_do_seu_projeto\.git\config
2 – C:\Documents and Settings\Seu_usuario\.gitconfig
3 – C:\Arquivos de programas\Git\etc\gitconfig
No Mac:
1 - /Pasta_do_seu_projeto/.git/config
2 – /Users/Seu_usuario/.gitconfig
3 – /usr/local/git/etc/gitconfig
Obs: Os arquivos de configuração do Git não tem extensão.
No Linux:
Crie um arquivo como sudo na pasta etc/ com nome de gitconfig e coloque os atalhos como informado abaixo.
Onde a configuração será aplicada na seguinte hierarquia:
1 – Apenas ao projeto.
2 – Para todos os projetos do usuário.
3 – Para todo sistema independente de usuário.
Eu particularmente adotei atalhos que achei mais intuitivos, cada um pode escolher o que melhor lhe convier.
[alias] st = status cm = commit bh = branch ck = checkout lg = log -p lg1 = log --name-only
Também podemos utilizar atalhos mais sofisticados como:
[alias] cmm = commit -a -m rbmt = rebase master mgwk = merge working pullom = pull origin master pushom = push origin master mt = !git checkout master && git status wk = !git checkout working && git status inicia = !git checkout -b working
Desde que entendamos o que está se fazendo, não há limites para criar estes atalhos.

